Coordenação: Carlos Alberto Ivanir dos Santos, Luiz Carlos Amaral Gomes e Mariana Gino.

A Coordenadoria Experiências religiosas africanas e afro-brasileiras, racismo e intolerância religiosa, vinculada ao Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER), foi arquitetada a partir dos trabalhos conjuntos entre o Laboratório e o Centro de Articulação de População Marginalizada (CEAP) frente ao combate à intolerância religiosa no Brasil e os debates em torno da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental, Médio e centros de ensino superior.

A Coordenadoria propende promover o debate em torno das multiplicidades das experiências religiosas africana e afro-brasileiras aliada a temática do racismo e da intolerância religiosa, temas ‘caros’ para compreensão da formação religiosa do Brasil, um país hibrido constituído através dos processos sócios-históricos entre as culturas religiosas afro-luso -americano. Americano, evidentemente, por sua posição geográfica e sua população indígena; lusitano, por ter sido colonizado pelos católicos portugueses; e africano, por ter aqui aportado os negros escravizados, em vários países africanos, que traziam consigo seus costumes, suas tradições e, principalmente suas religiões e suas experiências religiosas (SANTOS, 2012).

Ref: SANTOS, Juana Elbein dos. Os Nàgô e a morte: Pàde, Àsésè e o culto Égum na Bahia. 14ª ed. – Petrópolis, Vozes, 2012.