Coordenação: Rodrigo Pereira, Leonardo Amatuzzi e João Carlos Nara Júnior

A área visa, a partir de uma premissa dialógica construída no âmbito teórico, congregar estudos nos campos de saber que estão inseridos nos contextos arqueológico e historiográfico. Busca-se, então, realizar trabalhos com ênfase nas esferas da iconografia, da hermenêutica dos símbolos e do estilo como fator importante na produção e manipulação da cultura material. No que diz respeito à noção de cultura material, compreende-se este termo como correspondente a qualquer segmento do meio físico modificado por comportamentos culturalmente determinados. Assim sendo, acredita-se que os estudos de objetos, lugares, paisagens e edificações permitem uma leitura interpretativa da interlocução entre o que é pensado, o que é realizado no plano material e o que é expresso em documentos, entrevistas e imagens sobre aquele local. Além disso, o estudo interpretativo envolvendo a materialidade das intenções humanas permite ainda a análise dos significados destes lugares, dispostos na divisão entre sagrados e profanos. Interessa, portanto, o modo como esses espaços, construídos pelos grupos humanos ao longo dos processos de manutenção de sua organização espacial e/ou mítico-religiosa, são negociados entre os membros das comunidades, pois se entende que esses espaços expressam mais que uma ideia geral sobre cultura material. Desse modo, buscar-se-á sempre destacar a existência de intencionalidades dificilmente percebidas pelos que transitam nesses espaços enquanto membros de sua comunidade. Tal perspectiva ainda permite entender os mecanismos de agência, bem como as expressões de sensorialidade na construção da paisagem física e cultural.